Investimentos para Startups: tudo o que você precisa saber para arrecadar fundos para sua empresa

Investimentos para Startups: tudo que você precisa saber

Você possui uma ideia interessante de negócio e deseja empreender em cima dela? Saiba que os investimentos externos são fundamentais para que seu empreendimento obtenha bons resultados perante ao mercado. Investimentos para startups: aspectos jurídicos.

Neste artigo, abordaremos alguns tópicos imprescindíveis para que sua empresa alcance sucesso, tais como: 

  • momento certo para buscar investimentos,
  • estágios de investimento que uma empresa percorre, 
  • contratos de investimento  conversíveis (conceito, tipos e principais cláusulas contratuais).

Qual é o momento certo para buscar investimentos?

Caso você ainda não tenha registrado sua empresa, é extremamente necessário que você a regulamente. Para mais informações acerca deste procedimento, acesse o nosso artigo: 

Se você recém-inaugurou sua empresa e realizou todos os procedimentos legais necessários para isto, é muito comum se questionar sobre qual é o momento adequado para buscar investimentos e quem o auxiliará nessa empreitada. Tal dúvida surge, principalmente, para empreendedores que buscam seu primeiro aporte de investimento.

Em um primeiro plano, o empreendedor deve estar ciente que todo investidor busca, sobretudo, lucros e segurança com suas aplicações. Sendo assim, você terá que fornecer a este investidor ganhos consideráveis, além de uma mensuração de riscos. Nota-se, assim, que o binômio rentabilidade/risco é indispensável para que o investidor coloque seu capital em uma empresa. 

Recomenda-se buscar investidores após uma ação de uma incubadora ou de uma pré-aceleradora em seu negócio, pois, a partir delas, sua ideia já estará mais consolidada e evidente no mercado. Desta forma, possíveis investidores poderão ser captados. Ademais, a partir desses serviços de incubação e pré-aceleração, sua ideia terá mais chances de se materializar, ou seja, “sair do mundo inteligível e entrar no sensível”. Nasce, assim, os primeiros protótipos de produtos de uma startup.

Após demonstrar seu protótipo ao mercado e tiver encontrado alguns possíveis clientes, é recomendável que seu produto esteja finalizado antes de captar investimentos, pois assim, minimizar-se-ão os riscos para o investidor.

Logo que você encontrou um possível investidor, este poderá realizar uma auditoria em sua empresa, a fim de verificar os dados fornecidos sobre seu negócio. Tal procedimento é realizado em um período relativamente longo, podendo durar entre três até seis meses. Além disso, durante essa fase, será negociado com o investidor o valuation de sua empresa, ou seja, será feita uma estimativa do valor de mercado, além de uma projeção sobre o futuro de seu negócio.



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Quais são os estágios de investimento?

Os estágios de investimento de uma empresa ou startup são variáveis de acordo com o aporte de capital investido pelo investidor, seja ele algum amigo, familiar, um investidor-anjo, entre outros.

De maneira geral, o investimento de startups segue uma lógica denominada Stage Investing, ou seja investimento em estágios. Nessa lógica, há uma hierarquia entre os tipos de investidores e na quantia investida na startup.

Os estágios de investimento de uma startup, do mais baixo ao mais alto são:

  • Amigos e Família;
  • Aceleradoras ou Investidor Anjo (Angel Capital);
  • Investidor Semente (Seed Capital);
  • Investimentos Series A;
  • Compradores estratégicos, Private Equity, e IPO (Initial Public Offer).

No primeiro estágio – Amigos e Família – o intuito do empreendedor é buscar um capital inicial para estabelecer a empresa e seu modelo de negócio. Geralmente, visando à uma consolidação mais rápida da startup, pode-se recorrer às pré-aceleradoras, as quais suportam a empresa e auxiliam na formalização do negócio. A ação dessas é recomendada para que haja uma maior agilidade no processo de captação de investimentos e crescimento de sua startup.

A partir do segundo estágio – Aceleradoras e Investidores Anjo – o foco da startup é o crescimento. Para esse investimento, a margem de capital investido varia entre R$ 100.000,00 a R$ 500.000,00. O investidor anjo receberá, em média, uma diluição das ações ou cotas da empresa de 7% até 20%, a depender do valuation da empresa.

Vale ressaltar que a figura do investidor anjo é composta por um indivíduo ou um grupo de pessoas físicas, as quais possuem um alto capital disponível para investir em uma startup, um ativo financeiro de altíssimo risco. Além do capital, o investidor anjo também trará à empresa o denominado Smart Money, ou seja, por ser um indivíduo bem-sucedido em sua área de atuação, poderá auxiliar estrategicamente sua empresa, de modo a aumentar o valor de sua startup e fomentar o seu crescimento.

O terceiro estágio – Investidor Semente (Seed Capital) – é voltado para fundos de investimento, uma pessoa jurídica que busca diversificar sua carteira de investimentos, a fim de maximizar os lucros e minimizar os riscos. O aporte médio para essa modalidade varia entre R$ 1.000.000,00 a R$ 2.000.000,00. As diluição média varia entre 10% a 15% das cotas/ações da startup. 

No quarto estágio – Investimentos Series A – os fundos de Venture Capital ou Corporate Venture passarão a investir em sua empresa. Tais fundos são Fundos de Investimento em Participação (FIP) ou Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE). O aporte médio é realizado entre R$ 2.000.000,00 a R$ 5.000.000,00. A diluição de cotas varia entre 10% a 15%. É IMPORTANTÍSSIMO ressaltar que o empresário DEVE conter, no mínimo, 70% das cotas ou ações de sua empresa para captar tal investimento. Sendo assim, caso seja necessário, deve-se negociar e rebalancear a participação cedida aos outros investidores captados em estágios anteriores.

Entre o quarto e o quinto estágio, existem diversas etapas de investimento denominadas Series B, C, D, por aí em diante. A diferença entre essas e a Series A baseia-se no aporte de capital investido. A partir destas fases, grande parte das ações ou cotas da startup serão vendidas aos fundos de investimento, reduzindo, então, a participação do empreendedor e fundador do negócio.

estágios de investimento para startups
fonte: https://images.app.goo.gl/giT7HqmwfrRJdxR29

No quinto estágio – Compradores estratégicos, Private Equity, e IPO (Initial Public Offer) – os novos investidores irão comprar as ações restantes dos investidores prévios ou as cotas restantes do empreendedor. A diferença entre os Compradores estratégicos e os Fundos Private Equity reside em que os primeiros possuem objetivos e interesses em comum com a startup e o segundo, conduzirá a empresa ao estágio de IPO, ou seja, abrirá o capital da empresa a qualquer tipo de investidores por meio da Bolsa de Valores.Por fim, após citarmos anteriormente os estágios de investimento de uma empresa, faz-se necessário estudar e conhecer acerca dos contratos de Vesting, que serão realizados para a concessão de ações/cotas para seus investidores e garantir segurança jurídica para ambas as partes. Mais informações sobre esse tipo de contrato podem ser encontradas no artigo:

Contratos de investimento  conversíveis (conceito, tipos e principais cláusulas contratuais)

Os contratos conversíveis são aqueles que concedem um direito futuro ao titular, direito este geralmente cedido por meio de participação societária do investidor na empresa. Conforme supracitado, ocorrerá uma diluição das ações ou cotas de uma empresa em troca do capital aportado pelo investidor.


Dado o conceito de contrato conversível, adentremos em seus principais tipos e cláusulas:

  1. Contrato por Mútuo Conversível

    Nesta modalidade contratual, o investidor “empresta” um capital à empresa. A partir deste aporte, é opção do fornecedor de capital receber seu aporte de volta ou converter o capital investido em ações/cotas da empresa investida. Apesar desta forma contratual ser bastante utilizada, ela pode trazer alguns riscos à startup, pois caso o credor solicite o pagamento de maneira abrupta, a empresa é obrigada a quitar a dívida contraída.

  2. Contrato com Opção de Compra

    Nesta modalidade contratual, o investidor cede um capital à empresa com o direito de comprar cotas ou ações por um valor fixo durante um prazo determinado por contrato. Um ponto negativo desse contrato para o empreendedor é que caso haja uma eventual valorização das ações ou cotas da startup, o investidor poderá comprá-las por um valor abaixo do mercado. Geralmente, esse contrato é realizado por aceleradoras.

  3. Adiantamento para Futuro Aumento de Capital (AFAC)

    Nesta modalidade de contrato, o investidor cede seu capital à empresa com a obrigação de converter o aporte investido em cotas ou ações da empresa. A diferença desse tipo contratual para o Mútuo Conversível é justamente a obrigatoriedade de conversão do capital em participação na startup, vedando, assim, uma eventual reivindicação do capital investido pelo investidor.

  4. Contrato de Participação de Investidor Anjo

    Tal modalidade contratual foi estabelecida por Lei Complementar no ano de 2016 e entrou em vigência em 2017. Nestes contratos, é permitido ao investidor a conversão de seu aporte em cotas ou ações da empresa, porém, com algumas peculiaridades:

    O investidor terá isenção de responsabilidade em caso de alguma dívida contraída pela empresa;
    A conversão em cotas ou ações por parte do investidor será optativa, ou seja, ele poderá reivindicar seu investimento de volta;
    Caso o investidor deseje resgatar seu aporte, o valor recebido será baseado em seu investimento inicial com correções monetárias, ou em um percentual do balanço patrimonial da empresa. Para decidir qual valor será “reembolsado”, prevalecerá o menor.

Quaisquer dúvidas acerca do assunto disposto em tal artigo, entre em contato conosco! Será um prazer atendê-los e auxiliá-los em seu empreendimento.

Gabriel Freitas Jabur Bittar

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Referência: “Consolidando empresas: Estrutura jurídica e financeira” – Disponível em: https://www.coursera.org/learn/consolidando-empresas

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